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Dados do Trabalho


Título

CARCINOMA MEDULAR RENAL: RELATO DE CASO E REVISAO DE LITERATURA.

Introdução, Material, Método, Resultados, Discussão e Conclusões

Introdução: Em 1995, foi descrito pela primeira vez o carcinoma medular renal como sendo a sétima nefropatia secundária a anemia falciforme. É caracterizada por seu aspecto altamente agressivo, com prognóstico e sobrevida reservados, além de predominar em jovens negros portadores de hemoglobinopatias.
Objetivo: Relatar caso raro e agressivo de carcinoma medular renal aliado com revisão de literatura.
Métodos: Pesquisa retrospectiva em prontuário.
Resultados:Trata-se de paciente masculino de 21 anos, com dor lombar direita leve e intermitente há dois anos. Um mês antes da avaliação inicial, houve piora da dor lombar, perda ponderal de 9Kg, dispneia, astenia e cefaleia de difícil tratamento medicamentoso. Era tabagista e relatava avó materna com oncocitoma.
Ecografia abdominal demonstrava lesão sólida heterogênea em rim esquerdo, de 102 x 70mm.
A tomografia computadorizada, realizada 40 dias antes da avaliação inicial, mostrou lesão expansiva em polo inferior de rim esquerdo de 91mm, em seu maior diâmetro, sólida, com realce heterogêneo pelo contraste e extensão para gordura perirrenal posteriormente. Havia adenomegalias coalescentes paraórticas. Tomografia computadorizada de tórax mostrava múltiplos nódulos dispersos pelo parênquima pulmonar bilateralmente, sem componentes cálcicos, medindo 16mm no maior diâmetro, compatíveis com implantes neoplásicos secundários; linfonodomegalias subcarinais e hilar direita e linfonodo proeminente subcentimétrico paratraqueal esquerdo.
Foi, então, submetido a nefrectomia esquerda com intuito paliativo, iniciada por laparoscopia e convertida para lombotomia em virtude de invasão da parede lombar posterior e grande adenomegalia no hilo renal.
A análise histopatológica mostrou carcinoma medular renal acometendo camadas medular e cortical do rim, com extensão até gordura pararrenal e ureter (estadio pT4). Possuía grau histológico III (ISUP).
Foi iniciada quimioterapia com metotrexato 30 mg/m², vimblastina 3 mg/m², doxorrubicina 30 mg/m² e cisplatina 70 mg/m². O paciente faleceu após nove semanas da cirurgia por progressão da doença e complicações infecciosas.
Conclusões: Devido à ocorrência incomum, não há padronização ou protocolos de tratamento do Carcinoma Medular Renal, pela escassez e dificuldade de realização de estudos prospectivos de boa qualidade nesta patologia.
Há de se considerar esse diagnóstico diferencial frente a paciente jovem com anemia falciforme que se apresente com hematúria ou massa renal.

Palavras Chave

RIM; CARCINOMA MEDULAR

Área

Câncer de Rim

Instituições

Universidade de Brasília - Distrito Federal - Brasil

Autores

Pedro henrique jaime e silva, Rhaniellen Silva Ferreira, Thiago Vilela Castro, Marcos Paulo Borges Mendanha, FRANSBER RONDINELLE ARAÚJO RODRIGUES, EDUARDO CARVALHO RIBEIRO, LUIZ ANGELO DE MONTALVAO MARTINS, PEDRO GUILHERME MENDONÇA CARAPITO, FERNANDO AUGUSTO DIAZ