Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

METASTASE RETROCAVAL DE CARCINOMA RENAL DE CELULAS CLARAS APOS NEFRECTOMIA RADICAL: RELATO DE CASO

Introdução, Material, Método, Resultados, Discussão e Conclusões

Resumo: O carcinoma renal de células claras (CRCC) é o subtipo mais comum das neoplasias renais. A recorrência neoplásica local após nefrectomia radical (NR) é rara, ocorrendo em cerca de 2% dos casos e trata-se de uma situação sem tratamento estabelecido pois o CRCC tem baixa resposta à adjuvância

Introdução: O comportamento do CRCC após NR por vezes apresenta-se imprevisível. O seguimento é importante e exige controle para identificação precoce da recidiva local ou metastática aumentando a possibilidade de ressecção cirúrgica e melhora da sobrevida, principalmente, nos casos de lesões ressecáveis e solitárias. Embora a maioria das recidivas ocorra dentro dos primeiros dois anos e sejam mais comuns em pulmões e ossos, alguns relatos citam recidivas tardias após vários anos e em outros locais

Objetivos: Relatar um caso de recorrência retroperitoneal tardia do CRCC após NR, tratado por exploração cirúrgica com resultado satisfatório

Métodos: Revisão de prontuário médico e da literatura na plataforma PubMed

Resultados: Paciente de 81 anos, masculino, com lesão renal em polo inferior direito na tomografia (CT) sugestiva de CRCC, estádio T3aN0M0. Submetido a NR VLP com intenção curativa e anatomopatológico evidenciou CRCC Fuhrman 3 infiltrando veias do seio renal com margens livres, estádio pT3apNx. Oncologia descartou tratamento adjuvante. No seguimento, após 2 anos, observou em CT uma imagem arredondada, homogênea, medindo 5cm localizada posteriormente à veia cava inferior (VCI) em topografia da loja renal direita. (Fig. 1). Solicitada CT com Emissão de Pósitron que mostrou linfonodomegalia hipermetabólica retroperitoneal em região retrocaval (provavelmente metastática) sem outras lesões. (Fig. 2). Afastada metástases à distância foi programada cirurgia por técnica convencional para melhor abordagem da massa. No ato cirúrgico observou-se tumoração aderida à VCI com plano de clivagem e a mesma foi retirada (Fig. 3) com mínima perda sanguínea (300ml) e sem intercorrências. Análise do material apresentou recidiva retroperitoneal de CRCC Furhman 2 com margens cirúrgicas livres. Oncologia optou por novo seguimento sem tratamento adjuvante.

Conclusões: O seguimento após NR com CT abdome não deve ser negligenciado e feito anualmente mesmo após o segundo ano, possibilitando o diagnóstico precoce de recidiva tardia. Nos casos em que esta ocorra de forma isolada, a cirurgia deve ser oferecida na tentativa de estender a sobrevida

Palavras Chave

Nefrectomia; Neoplasia renal; Recidiva; Cirurgia

Área

Câncer de Rim

Instituições

Fundação Centro Médico de Campinas - Sao Paulo - Brasil

Autores

Theago A. Espírito Santo, Adriano A. Cintra, Ricardo Miyaoka