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Dados do Trabalho


Título

PERFIL EPIDEMIOLOGICO DOS OBITOS NO BRASIL POR NEOPLASIA MALIGNA DA BEXIGA NOS ANOS DE 2017 A 2020

Resumo

Introdução: A neoplasia maligna da bexiga é uma das neoplasias mais comuns do trato urinário e tem como principais fatores de risco o fumo, pouca ingesta hídrica e idade avançada. Essa neoplasia pode crescer por continuidade, acometendo estruturas que envolvem o órgão ou disseminar pela via hematogênica para outros órgãos. Ademais, essa neoplasia é rara em crianças, sendo mais frequente em indivíduos entre 50 a 80 anos e mais comum no sexo masculino.
Objetivos: Analisar o perfil epidemiológico dos óbitos por neoplasia maligna da bexiga que ocorreram no Brasil no período de 2017 a 2020.
Métodos: Estudo observacional transversal, realizado a partir do banco de dados de morbidade hospitalar SIH/SUS, relativo aos óbitos por ano/região da Federação, ano/faixa etária e ano/sexo, entre os anos de 2017 a 2020, no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS).
Resultados: No período de 2017 a 2020, o Brasil reportou um total de 4.547 óbitos devido a Neoplasia maligna da bexiga. A região Sudeste apresentou o maior número de casos, sendo responsável por 55% (n=2511) do total. Em segundo lugar encontra-se a região Sul com aproximadamente 22% (n=988) dos casos. Em terceiro lugar encontra-se a região Nordeste com 15,3% (n=698) dos óbitos. Em quarto lugar, encontra-se a região Centro Oeste com 5% (n=229) dos casos. A região Norte demonstrou a menor incidência registrando 2,6% (n=121) dos óbitos. Em relação ao período investigado, o ano de 2020 reportou a maior quantidade de casos (n=1.208) e o ano de 2018 apresentou a menor quantidade (n= 1.054). A maior taxa de incidência foi entre a faixa etária de 70 a 79 anos, demonstrando 1.475 casos. Indivíduos menores de 1 ano e entre 15 a 19 anos apresentaram as menores taxas, totalizando, em ambos, apenas 1 óbito no período investigado. Ocorreu o maior número de registros no sexo masculino, sendo reportado 3.122 casos. O sexo feminino apresentou a menor prevalência, demonstrando 1.425 óbitos no período referido.
Conclusões: No período de 2017 a 2020, a região Sudeste apresentou a maior taxa de óbitos por Neoplasia maligna da bexiga, e a região Norte o menor número de óbitos. Ademais, o ano de 2020 demonstrou a maior quantidade de casos e o ano de 2018 a menor quantidade. A maior incidência de óbitos ocorreu na faixa etária de 70 a 79 anos e a menor incidência entre menores de 1 ano e indivíduos de 15 a 19 anos. O sexo masculino apresentou a maior prevalência quando comparado ao sexo feminino.

Palavras Chave

neoplasia; bexiga; epidemiologia

Área

Câncer Bexiga

Instituições

Centro Universitário Metropolitano da Amazônia - Pará - Brasil

Autores

JADE MENEZES MAIA, KARINE GOMES BANDEIRA DESTEFFANI