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Dados do Trabalho


Título

ANALISE ESTATISTICA DAS INTERNAÇOES HOSPITALARES POR NEOPLASIA DE BEXIGA NO BRASIL, NOS ULTIMOS 10 ANOS

Resumo

Introdução: O câncer de bexiga, segundo câncer geniturinário mais frequente no gênero masculino, é considerado uma das neoplasias mais comuns do trato urinário. Entre 50-70 anos ocorre um pico na incidência desse câncer, sendo os homens acometidos na proporção 3:1. Idade, raça branca, fatores genéticos e tabagismo, são fatores a ser considerado para desenvolvimento da neoplasia. A etiologia dos canceres são: carcinomas uroteliais (90%), carcinoma epidermoide (7%) e adenocarcinomas (2%). Os sinais de alerta incluem hematúria, disúria e urgência miccional, com hesitação. O diagnóstico é realizado por meio da análise de exames como sumário de urina, tomografia computadorizada e citoscopia. Já o tratamento é cirúrgico, com prognóstico positivo.
Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico das internações hospitalares por câncer de bexiga, no Brasil, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2020.
Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico retrospectivo transversal, baseado em dados coletados pelo Sistema de Informação Hospitalares do SUS (SIH-SUS) na plataforma DATASUS. Foram analisadas as informações de morbidade hospitalar segundo a categoria CID-10, neoplasia maligna de bexiga. Os critérios de inclusão foram: morbidade, sexo, faixa etária e etnia, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2020. O critério de exclusão foram dados que não correspondessem às variáveis.
Resultados: Durante o período analisado, houve um total de 148.123 internações hospitalares por câncer de bexiga, sendo 83.041 (56%) na região Sudeste. Em contrapartida, na Região Norte apenas 2.672 internações (2%). A faixa etária dos 80 anos e mais foi a que expressou menores percentuais de internações hospitalares (15,8%). Já a faixa de 60 a 69 anos expressou os maiores valores (32,4%). A etnia mais associada a internações por câncer de bexiga foi a branca (63%) seguida da parda (32%). Com relação ao perfil dos pacientes internados no Sudeste, 71% eram homens e 45,6% possuíam entre 60 e 80 anos ou mais, independente do sexo, sendo cerca de 33% na faixa etária de 60 a 69 anos.
Conclusão: A alta prevalência de câncer de bexiga na população brasileira, principalmente em homens, reflete a necessidade de políticas públicas, que visem a instrução educacional sobre os fatores de riscos. A limitação do estudo quanto aos dados, propõe melhores artigos sobre o tema. A repercussão destas políticas podem reduzir o número de internações hospitalares e menor ônus ao sistema público saúde

Palavras Chave

Neoplasia, Bexiga, Internações, Epidemiologia

Área

Câncer Bexiga

Instituições

Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Bahia - Brasil, Universidade Salvador - Bahia - Brasil

Autores

VANESSA BRITO RAMOS, VANESSA ARGOLO TORRES, LARISSA COSTA MONTEIRO, ISABELLE MARIA ANJOS CHAVES, LAÍS CRISTINA PEREIRA SILVA, CAROLINA SANTOS GONDIM NASCIMENTO, JULLYANA FERREIRA BRASIL, MÁRCIO JAMERSON PINHEIRO LUCIO, TAIRONE MATOS LIMA JUNIOR, LETÍCIA SANTOS PAIXÃO