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Dados do Trabalho


Título

DESFECHO DA NEOPLASIA DE PROSTATA MALIGNA APOS O PRIMEIRO TRATAMENTO NO BRASIL: UMA ANALISE COMPARATIVA ENTRE AS CLASSES TERAPEUTICAS

Resumo

Introdução: O câncer de próstata é, no Brasil e no mundo, o segundo tipo de câncer mais comum entre homens. Apesar de haver classificações de risco de ajudam há escolher como começar a terapia, não há um consenso sobre que tipo de tratamento optar no início. Diante disso, é necessário avaliar as modalidades terapêuticas mais ofertadas no Brasil e relacioná-las com a sua capacidade em causar a remissão do câncer de próstata.
Objetivo: comparar o desfecho neoplasia maligna de próstata após o primeiro tratamento no Brasil, entre cada modalidade terapêutica, nos anos de 2010 a 2019.
Metodologia: estudo epidemiológico descritivo de análise de banco de dados secundário, obtido a partir da consulta do IRHC-INCA/TABNET. Foram avaliadas todas as neoplasias malignas de próstata diagnosticadas entre os anos de 2010 e 2019 quanto ao primeiro tratamento recebido e seus respectivos desfechos. As modalidades terapêuticas avaliadas foram: hormonioterapia, radioterapia e tratamento cirúrgico. As possibilidades de desfechos eram: doença em progresso, doença estável, fora da possibilidade terapêutica, óbito, remissão parcial, sem evidência de remissão e sem informação.
Resultados: A amostra total foi de 1629 pacientes, dos quais 638 foram excluídos por não haver informações acerca do desfecho, totalizando 430 submetidos à radioterapia, 254 à hormonioterapia e 307 à cirurgia. Os pacientes submetidos primariamente à radioterapia apresentaram taxas de 20% e 37,44% de reposta completa e parcial, respectivamente, ao passo que tais taxas foram de 12,38% e 3,58% naqueles submetidos à cirurgia e de 3,15% e 24,80% nos submetidos à hormonioterapia. Quanto aos desfechos desfavoráveis, a cirurgia resultou em 8,14% de pacientes com doença em progressão, comparados a 10,63% da hormonioterapia e 9,07% da radioterapia. Já a taxa de mortalidade foi de 8,79%, 9,77% e 15,75% para as modalidades, respectivamente, de cirurgia, radioterapia e hormonioterapia.
Conclusão: O estudo observou que o tratamento inicial com radioterapia se mostrou superior na resposta do tumor, contendo as maiores taxas de resposta completa e parcial, podendo isso indicar uma maior eficácia dessa modalidade. A cirurgia mostrou menor taxa de desfechos desfavoráveis. No entanto, vale ressaltar que outros fatores, além da primeira linha de tratamento aplicada, também podem implicar no resultado final. Por fim, é importante notar que as opções de tratamento analisadas não são excludentes, podendo ser utilizadas em conjunto.

Palavras Chave

desfecho, neoplasia, câncer, próstata, cirurgia, hormonioterapia, radioterapia, tratamento

Área

Câncer de Próstata Localizado

Instituições

Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Bahia - Brasil, Universidade Federal da Bahia - Bahia - Brasil

Autores

GUSTAVO SAMPAIO VILAS-BOAS, BRUNO BOTELHO NASCIMENTO, ROBERTO KEPLER MALTEZ AMARAL, RENATA BALTAZAR SILVEIRA ARAÚJO, MARCELA PIMENTEL LIMA MILITÃO, LEONARDO GASPAR SANT'ANA CORREIA, CAIO BORGES DIAS, LOUISE GRAMACHO LOPES, MILENA DUARTE MAGALHÃES, FERNANDA MACÊDO LIMA