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Dados do Trabalho


Título

INTERNAÇOES E MORTALIDADE POR NEOPLASIA DE BEXIGA EM MULHERES NO BRASIL ENTRE 2008 E 2020

Resumo


INTRODUÇÃO: A neoplasia de bexiga é o câncer mais comum envolvendo o sistema urinário, sendo geralmente representado pelo carcinoma de células transicionais (urotelial). Nos Estados Unidos, a neoplasia vesical corresponde à quarta causa mais comum de câncer entre os homens, sendo menos comum entre as mulheres. Sabe-se também que, apesar dessa menor proporção, o câncer de bexiga está frequentemente em um estágio mais avançado no diagnóstico inicial no sexo feminino. Diante disso, nota-se a importância de mapear o avanço desse tipo de carcinoma nessa parcela da população brasileira, com o objetivo de direcionar medidas de prevenção e de tratamento precoce dessa neoplasia no sexo feminino. OBJETIVOS: Traçar um perfil epidemiológico dos casos de internações e óbitos por neoplasias de bexiga no Brasil durante o período entre janeiro de 2008 e dezembro de 2020. METÓDOS: Foi realizado um estudo temporal descritivo, com base em dados secundários da plataforma CID-10/DATASUS. Para análise, foi incluído o código CID-C67 Neoplasia maligna de bexiga no Brasil. As variáveis utilizadas englobam sexo, faixa etária e cor/raça. RESULTADOS: A partir dos dados colhidos, foram diagnosticados 173.755 casos de neoplasia de bexiga entre 2008 e 2020, na qual o sexo feminino correspondeu a 50.448 internações (~29%), enquanto os óbitos corresponderam a 11.496 casos, sendo 3.641 em mulheres (~31%). A região Sudeste foi a responsável pela maioria das hospitalizações e mortes, com 28.342 (~56%) e 2.024 (~55%), respectivamente. A etnia mais atingida foi branca em ambas as variáveis, com 25.521 casos (~50%) e 1.726 falecimentos (~47%), enquanto a faixa etária mais afetada foi entre 60-69 anos nas internações, com 14.898 casos (~29%), ao passo que 1.056 mortes ocorreram na faixa entre 70-79 anos (~29%). CONCLUSÕES: De acordo com os dados do CID-10/DATASUS, durante o período entre 2008 e 2020, as neoplasias de bexiga no Brasil acompanham a tendência mundial de proporcionalidade entre os sexos, além do crescimento do número de hospitalizações e óbitos entre as mulheres, com aumentos de 257% e 292% entre 2008 e 2020, respectivamente. Além disso, pessoas brancas e acima de 60 anos estão mais expostas ao risco de desenvolver a doença e morrerem por ela. Nesta lógica, ações de caráter preventivo devem ser direcionadas às populações mais vulneráveis, com o objetivo de diminuir o desenvolvimento da doença e mortalidade no sexo feminino por esse tipo de neoplasia na Brasil.

Palavras Chave

Neoplasia de bexiga; mulheres; Brasil

Área

Câncer Bexiga

Instituições

Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Bahia - Brasil

Autores

CAIO BORGES DIAS, ANA PAULA LACERDA LUDIVICE, LARA TEIXEIRA OLIVEIRA, LEONARDO GASPAR SANT'ANA CORREIA, MILENA DUARTE MAGALHÃES, FERNANDA MACÊDO LIMA, MARCELA PIMENTEL LIMA MILITÃO, RENATA BALTAZAR SILVEIRA ARAÚJO, GUSTAVO SAMPAIO VILAS BOAS, BRUNO BOTELHO NASCIMENTO