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Dados do Trabalho


Título

PANORAMA EPIDEMIOLOGICO DE INTERNAÇOES POR NEOPLASIA MALIGNA DE BEXIGA EM PACIENTES PEDIATRICOS NO BRASIL NOS ULTIMOS 10 ANOS

Resumo

Introdução: O câncer de bexiga corresponde ao tumor maligno mais comum envolvendo o sistema urinário, sendo o carcinoma urotelial o tipo histológico predominante. Apresenta-se de forma mais prevalente em homens na sexta e sétima décadas de vida, sendo incomum na faixa etária pediátrica. Surge, portanto, a demanda de analisar o panorama dessa comorbidade nos pacientes pueris. Objetivos: Analisar o panorama das internações por neoplasia maligna de bexiga em pacientes pediátricos no Brasil entre 2010 e 2020, a fim de avaliar a situação do nosso país nessa patologia. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, realizado com dados obtidos a partir do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). A pesquisa foi realizada em abril de 2021 com base nas internações notificadas ao SIH/SUS por neoplasia maligna de bexiga na população pediátrica (0 aos 14 anos) no Brasil por região.
Resultados: A prevalência de internações pela doença ao longo dos últimos 10 anos ficou em menos de 1% e a taxa de mortalidade no país no período estudado foi de 2,09%, sendo maior na região Norte (3,7%) e menor na região Sudeste (1,66%). Foram notificadas 669 internações pelo SUS nos parâmetros estabelecidos. As regiões com maior e menor número de internações foram, respectivamente, o Sudeste (com 45,1% do total) e Norte (4%). A região que mais internou na faixa etária de 0 a 1 anos foi a região Sudeste com 44% e a região que menos internou foi a região Norte com 2%. A região que menos internou na faixa etária de 1 a 4 anos foi a Norte, contabilizando 6,1% das internações e a região que mais internou foi a Sudeste, com 43,9%. Na faixa etária de 5 a 9 anos ocorreram 27,3% das internações no país, sendo o Sudeste a região que mais internou para essa faixa etária com 43% e a que menos internou foi a Norte, com 1,09%. Na faixa etária de 10 a 14 anos, ocorreram 95 internações, sendo o Sudeste novamente a região com maior internação, com 53,6% e a com menor taxa a Norte (2,10%).
Conclusões: Apesar da baixa prevalência e, portanto, baixa mortalidade da doença em nosso país, nota-se que a região Norte apresenta-se atrasada em relação às demais regiões. Fato que pode estar relacionado ao precário acesso à saúde, o que impossibilita o diagnóstico precoce e a devida notificação. Portanto, salienta-se a importância da elaboração de uma linha de cuidado e prevenção focado nessa região.

Palavras Chave

neoplasia de bexiga; pediatria; epidemiologia

Área

Tumores Raros

Instituições

ULBRA - Rio Grande do Sul - Brasil

Autores

CLARA BARTH DOS SANTOS MAGALHÃES, SABRINA NAVROSKI, CAROLINA BOHN FACCIO, GABRIELA MUGNOL RIZZATI, REBECA DELATORRE FONSECA