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Dados do Trabalho


Título

CORRELAÇÃO DA GRADUAÇÃO HISTOPATOLÓGICA ENTRE A BIÓPSIA PROSTÁTICA E A PEÇA CIRÚRGICA DE PACIENTES COM CÂNCER DE PRÓSTATA DO HOSPITAL ANA NERY, MUNICÍPIO SANTA CRUZ DO SUL, RS

Resumo

INTRODUÇÃO
O câncer de próstata, segundo o INCA, é a neoplasia maligna mais frequente nos homens e o 2º câncer mais letal. O sistema utilizado para avaliar o grau de diferenciação do adenocarcinoma prostático é o escore de Gleason. Contudo, como o escore possui falhas, a classificação International Society of Urological Pathology (ISUP) busca compensá-las na ordem de soma que os padrões de Gleason podem ter na graduação da agressividade do tumor. A definição terapêutica e prognóstica deve considerar: graduação histopatológica da biópsia prostática; extensão anatômica da doença pela classificação TNM; nível de antígeno prostático específico; condição clínica; idade; expectativa de vida e preferência do paciente

OBJETIVOS
O objetivo deste estudo é comparar as graduações histopatológicas entre a biópsia prostática e a peça cirúrgica através do escore de Gleason e da classificação ISUP para revelar se os pacientes com câncer de próstata estão sendo tratados adequadamente.

MÉTODOS
Trata-se de estudo transversal, descritivo, retrospectivo e quantitativo que utilizou dados secundários de prontuários de 150 pacientes submetidos a biópsia prostática transrretal e prostatectomia radical no Hospital Ana Nery entre janeiro 2016 e janeiro 2020. Utilizou-se o teste de Kappa para analisar a concordância entre os resultados da biópsia prostática e da peça cirúrgica comparando as graduações histopatológicas pelo escore de Gleason e pela classificação ISUP. Os resultados finais foram divididos em 3 grupos: idênticos; supergraduações e subgraduações.

RESULTADOS
Na avaliação do Escore de Gleason e classificação ISUP pela biópsia prostática, a graduação 6 (3+3) ou grau I de ISUP foi responsável por 60% dos casos. Ademais, identificou-se predominância da graduação 6 (3+3) ou grau I de ISUP em 44% dos resultados das peças cirúrgicas. Verificou-se a taxa de concordância em 60,7% dos pacientes estudados. Dos resultados discordantes, houve subgraduação em 46 pacientes e supergraduação em 13 pacientes.

CONCLUSÃO
A taxa de concordância foi verificada em 60,7% dos pacientes com coeficiente geral de Kappa 0,402; com p < 0,001, sendo a concordância aceitável segundo a classificação de Kappa. Nesse estudo, 30,7% dos casos tiveram um resultado menos agressivo do que encontrado na peça cirúrgica, levando à hipótese que a biópsia tende a subdiagnosticar casos mais graves ou à hipótese que o tumor evolua para uma forma mais agressiva no intervalo entre a biópsia e a prostatectomia radical.

Palavras Chave

câncer de próstata, biópsia, prostatectomia radical, adenocarcinoma da próstata, escore de Gleason, classificação International Society of Urological Pathology (ISUP), antígeno prostático específico (PSA).

Área

Câncer de Próstata Localizado

Instituições

Hospital Ana Nery - Rio Grande do Sul - Brasil

Autores

MARCELO RANDON GALLEGOS MONTERROSO, ALEXANDRE LANGE AGRA, RODRIGO CATTELAN DONADUZZI, EDUARDO GRÖHS, ISABELA LAZAROTO SWAROWSKY, LAURA PROCHNOW, PAULA VANUZA THOMÉ