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Dados do Trabalho


Título

ANALISE DA INCIDENCIA DE INTERNAÇOES E DA ESTIMATIVA DE NOVOS CASOS DE NEOPLASIA MALIGNA DE PROSTATA NA PANDEMIA DA SARS-COV-2 NO BRASIL ENTRE 2019 E 2020.

Resumo

INTRODUÇÃO: No cenário da pandemia da COVID19, a evasão de atendimento hospitalar é uma realidade. O Câncer de Próstata (CP) é a segunda classe de câncer mais recorrente em homens, mundialmente, e o mais comum no Brasil1,2. Na fase inicial, esse tipo de câncer pode ser assintomático, só manifestando sintomas estágios mais avançados3.Dessa forma, retardo no seu diagnóstico pode significar um prognóstico desfavorável. OBJETIVOS: Identificar a alteração na incidência e nos números previstos pelo INCA de internações hospitalares e diagnósticos de Neoplasia Maligna Prostática pelo DATASUS entre os anos de 2019 e 2020.METODOLOGIA: Realizado através de corte transversal, quantitativo, descritivo e retrospectivo com os dados do SINAN/DATASUS e do INCA. As variáveis estudadas envolveram a incidência de internações por CP nos anos de 2016 a 2020 e a estimativa de novos casos dos biênios 2018-2019 e triênio de 2020-2022. Os dados foram exportados para o Microsoft Excel 2013, onde foram realizadas as análises quantitativas. RESULTADOS: Pelos dados do DATASUS sobre internações por CA de próstata entre os anos de 2016 e 2020, vemos um aumento progressivo até o ano de 2019 (aumento de 17%), com uma queda significativa comparado a 2020 (queda de 14%). Ao compararmos as estimativas do INCA sobre novos casos de CP entre o biênio 2018-2019 (68.220 casos) e o triênio de 2020-2022 (65.840 casos), houve diminuição de aproximadamente 0,6%, enquanto ao se comparar os dados de internação do DATASUS pela mesma patologia, ocorreu diminuição de aproximadamente 7,9%; uma queda cerca de 13 vezes maior do que o esperado. DISCUSSÃO: Os impactos da pandemia de Sars-Cov-2 a longo prazo, ainda são incalculáveis. Entre 2019 e 2020 houve uma queda ≥50 % na busca de atendimento urológico pelos pacientes, principalmente nos locais de maior incidência de COVID 193.Os achados na interpretação dos dados, podem inclusive se estender para outras neoplasias mais agressivas e letais, o que configuraria uma calamidade na Saúde Pública; uma “nova pandemia". CONCLUSÃO: A pandemia reduziu quase pela metade a busca por atendimentos urológicos3, o que pode ter influenciado na queda de quase 8% no número de diagnósticos. Medidas sanitárias mais rígidas poderiam ser tomadas nos serviços de saúde e Atenção Básica, para de evitar aglomerações e conscientizar do diagnóstico precoce. Análises e estudos mais detalhados fazem-se necessários a fim de confirmar a relação causa efeito e avaliar possíveis vieses.



Palavras Chave

Neoplasia; Câncer de Próstata; COVID19; Pandemia

Área

Câncer de Próstata Localizado

Instituições

Universidade Federal do Tocantins - Tocantins - Brasil

Autores

RAFAELLA SOUSA ARAUJO, YASMIN CHRISTINE GALHARDO DE CARVALHO, ISABELA CORDEIRO DE SOUSA, WANESSA ABREU DE RESENDE, SUYANE DE SOUZA LEMOS LEMOS