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Dados do Trabalho


Título

PERFIL EPIDEMIOLOGICO DA MORTALIDADE POR CANCER DE BEXIGA NA REGIAO SUDESTE DO BRASIL ENTRE OS ANOS DE 2015 A 2019

Resumo

Introdução: Quanto a malignidade, o câncer de bexiga perde apenas para o de próstata, pulmão e cólon, geralmente, todos os casos apresentam manifestações clínicas auxiliando no diagnóstico. Conhecer a epidemiologia é importante para um diagnóstico precoce e auxilia na construção das medidas de prevenção. Objetivos: Analisar o perfil epidemiológico dos óbitos por câncer de bexiga na região Sudeste do Brasil entre os anos de 2015 a 2019. Metodologia: Estudo de perfil epidemiológico do tipo descritivo e retrospectivo acerca da mortalidade por câncer de bexiga na região Sudeste do Brasil no período 2015-2019. Baseado em coleta de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) na sessão informação em saúde. A seleção dos óbitos foi conforme a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas relacionados à saúde (CID-10), de acordo com a Causa – CID-BR-10: 046. Resultados: No total, foram 11.212 mortes por câncer de bexiga, entre elas, 7.712 (68,8%) do sexo masculino e 3500 (31,2%) do sexo feminino. Ao analisar a raça, a etnia branca apresentou maior índice de mortalidade com 8.074 casos (72%), por outro lado, a preta apresentou 634 (5,65%), amarela 114 (1%), parda 2001 (17,9%), indígena 5 (0,04%) e em 384 (3,41%) casos a etnia foi ignorada. Ao contabilizar a idade, a população acima de 70 anos foi a mais atingida com 7.642 mortes (68,15%), enquanto que até 15 anos houveram 2 mortes (0,02%), na faixa etária entre 15 a 29 anos ocorreram 18 (0,16%), entre 30 a 49 anos 252 mortes (2,24%), entre 50 a 69 anos 3.298 (29,41%). Quanto ao crescimento da mortalidade ao longo desse período, 2015 apresentou 2.087 mortes e 2.422 em 2019, ou seja, um crescimento de cerca 16,05%, com maior taxa de crescimento (8,89%) entre os anos de 2016 e 2017. Assim, pode-se sugerir enfraquecimento das políticas antitabagistas, isso porque os casos associados ao tabagismo, principal fator de risco atribuído ao câncer de bexiga, é maior em homens que em mulheres, além de que os homens parecem estar mais expostos aos riscos ocupacionais. Conclusão: Foi observado um crescimento da mortalidade por câncer de bexiga, atingindo principalmente o sexo masculino, indivíduos brancos e acima dos 70 anos. Portanto, a conjuntura traz preocupação e sugere sobrecarga ao sistema de saúde, ressaltando a necessidade de intervenções precoces no diagnóstico e efetividade das políticas de prevenção e conscientização acerca dos fatores de risco do câncer de bexiga.

Palavras Chave

câncer de bexiga; epidemiologia; mortalidade

Área

Câncer Bexiga

Instituições

Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ - Paraíba - Brasil

Autores

MARIA EDUARDA PINHEIRO SANTOS, DAVI RODRIGUES DE SOUSA, FILIPE PINTO DE OLIVEIRA, GABRIELA LYGIA ALBUQUERQUE VASCONCELOS DE CARVALHO, MARIANA VIEIRA FALCÃO, ISADORA PEREIRA BRITO, MAX MATIAS MARINHO JÚNIOR, YGOR FERNANDES DE ALBUQUERQUE