Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

Opções de tratamento para câncer de bexiga na escassez do BCG: revisão de literatura

Resumo

Introdução: O câncer de bexiga é o segundo tumor maligno mais comum do trato urinário e leva a 400.000 novos diagnósticos e 160.000 mortes por ano em todo o mundo com um aumento estimado de 40% até 2035. As diretrizes atuais recomendam o uso intravesical de Bacillus Calmette-Guérin (BCG) em pacientes de risco intermediário a alto risco com câncer de bexiga não muscular invasivo (NMIBC) para diminuir a ameaça de recorrência e progressão da enfermidade. Durante um período de escassez, houveram alterações no manejo com outras opções disponíveis do tratamento para a doença. Objetivos: Identificar as opções terapêuticas para o câncer de bexiga disponíveis durante o período de escassez do BCG. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica, realizado com publicações entre os anos de 2019 e 2021. As bases eletrônicas de dados utilizadas foram Lilacs, Scielo, Pubmed. Para a pesquisa foram encontrados 12 artigos e escolhidos 5 artigos. Foram excluídos 7 artigos, pois não retrava sobre a escassez do BCG. Resultados: Nos estudos analisados, o tratamento inicial para o NMIBC seguiu a recomendação da ressecção transuretral e para prevenção da recidiva local a terapia com BCG intravesical. Recomenda-se que os pacientes recebam um curso de indução de BCG intravesical uma vez por semana por seis semanas, seguido por terapia de manutenção por um a três anos. Com a escassez do BCG foram utilizadas várias estratégias para alocação de seu uso e terapias alternativas. As instruções para o manejo foram as seguintes: priorizar a indução de BCG para pacientes de alto risco que não tomaram nenhuma dose; reduzir as doses com o intuito de aumentar o número de pacientes para receber o BCG; restringir a terapia de manutenção a 1 ano; utilizar agentes alternativos, são eles: gencitabina, mitocina C, docetaxel e valrubicina. A administração da terapêutica é de acordo com a estratificação de risco do enfermo, visando qual a melhor forma para a sua adaptação. Conclusão: Logo, a gravidade e a duração da escassez de BCG e a disponibilidade de opções alternativas devem guiar a escolha da terapia em cada país, hospital e paciente. Priorizando, dessa forma, a qualidade de vida e o bem-estar do doente.

Palavras Chave

tratamento, BCG, câncer de bexiga

Área

Câncer Bexiga

Instituições

Faculdade de Medicina Nova Esperança - Paraíba - Brasil

Autores

ARYANA MARQUES DA NOBREGA AYRES , ANA BEATRIZ FONSECA MATIAS ROLIM, ELISÂNGELA MENDES DE SOUZA , FELIPE MATEUS MOURA MARTINS BERNARDINO , IDALO VERNEY BENÍCIO SILVA SÁ , JULIANA ALMEIDA LIMA , JULYANA MARIA RAMALHO DE SOUZA , THIAGO SILVA DA COSTA