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Dados do Trabalho


Título

EFETIVIDADE DAS TERAPIAS NEOADJUVANTES NO TRATAMENTO DE CANCER DE BEXIGA MUSCULO-INVASIVO: REVISAO DE LITERATURA

Resumo

INTRODUÇÃO: O câncer de bexiga é a segunda neoplasia do trato geniturinário de maior incidência no mundo. O tipo histológico prevalente é o de células transicionais (90% dos casos), sendo em sua maioria malignos divididos em músculo-invasivos ou não músculo-invasivo. A neoplasia músculo-invasiva responde por 25% dos casos, aumentando o risco de mortalidade. De forma geral, o tratamento padrão-ouro é a cistectomia radical com linfadenectomia, podendo ser associado com quimioterapia adjuvante ou neoadjuvante. OBJETIVO: Identificar as terapias neoadjuvantes utilizadas no câncer de bexiga músculo-invasivo, o grau de efetividade e sobrevida da terapêutica. MÉTODOS: Realizado uma revisão de literatura, por meio de um levantamento de dados internacionais e nacionais do PubMed, MEDLINE e SciELO, do período de 2012 à 2020 que apresentavam terapias neoadjuvantes e sua efetividade no câncer de bexiga músculo-invasivo, sendo inclusos: metanálises, revisões sistemáticas e estudos de coortes. Foram utilizados os descritores de busca: câncer de bexiga músculo-invasivo, quimioterapia neoadjuvante e tratamento quimioterápico. RESULTADOS: No total doze artigos foram inclusos no estudo. Os principais quimioterápicos com excelente eficácia neoadjuvante são as platinas. O esquema mais utilizado é o MVAC (metotrexato, vimblastina, doxorrubicina e cisplatina) que apresenta entre uma variação de 40 à 60% de sobrevida em 5 a 10 anos no tratamento de tumores invasivos da bexiga. Outros dois esquemas, como o GC (gencitabina e cisplatina) e o de carboplatina/gencitabina, mostraram-se efetivos como modalidade terapêutica, apesar de falta de nível de evidência I. Não houve diferença significativa na resposta patológica completa entre MVAC e GC. Quando avaliada a sobrevivência, GC apresentou sobrevida global menor variando entre 25% à 37%. Vale ressaltar que o uso da terapia neoadjuvante em adultos mais velhos pode ser limitado, em decorrência da presença de comorbidades, polifarmacologia, pior “status performance”, doença renal crônica ou insuficiência hepática o que geram aumento do risco de toxicidade. CONCLUSÃO: Os resultados apoiam o uso de quimioterapia neoadjuvante combinada à base de cisplatina no câncer de bexiga músculo-invasivo. Embora GC e MVAC tenham taxas de resposta ao tratamento semelhantes, os diferentes resultados de sobrevida observados requerem mais investigação.

Palavras Chave

câncer de bexiga músculo-invasivo, quimioterapia neoadjuvante; tratamento quimioterápico

Área

Câncer Bexiga

Instituições

Universidade do Oeste de Santa Catarina - Santa Catarina - Brasil

Autores

JAMILE ROSSET MOCELLIN, JACKSON RIBEIRO FERNANDES, ANTONIO EUCLIDES PEREIRA DE SOUZA JUNIOR