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Dados do Trabalho


Título

RADIOTERAPIA PRECOCE VERSUS RADIOTERAPIA ADJUVANTE POS PROSTATECTOMIA RADICAL NO CANCER DE PROSTATA AVANÇADO: REVISAO DE LITERATURA

Resumo

INTRODUÇÃO: Na maioria dos homens com câncer de próstata em estágio tumoral pT3 ou margem positiva, ausência de envolvimento linfonodal e PSA sérico indectável após prostatectomia radical, mas que sofra mínima alteração do PSA indica-se a radioterapia (RT) precoce. Contudo, a RT adjuvante deve ser considerada para homens com risco de recorrência precoce, que tiveram margens cirúrgicas positivas extensas, especialmente quando em conjunto com doença ISUP grau 4 ou 5. OBJETIVO: Comparar a radioterapia precoce versus adjuvante pós prostatectomia radical no câncer de alto risco. MÉTODOS: Realizado uma revisão de literatura, por meio de um levantamento de dados internacionais e nacionais do PubMed, MEDLINE e SciELO, dos estudos publicados no período de 2005 à 2020 que comparavam os resultados entre a radioterapia precoce versus adjuvante após prostatectomia radical no câncer de alto risco, sendo inclusos: metanálises, revisões sistemáticas e estudos de coortes. Foram utilizados os descritores de busca: câncer de próstata, prostatectomia radical, doença localmente avançada, radioterapia precoce e radioterapia adjuvante. RESULTADOS: No total onze artigos foram inclusos no estudo. A sobrevida livre de eventos em cinco anos (o desfecho primário, definido como recidiva loco-regional ou distante da doença, progressão bioquímica ou morte) foi de 92 % no grupo de RT adjuvante, em comparação com 90 % com RT precoce, e o número de homens que estavam livres de terapia de privação de andrógenos sem protocolo foi semelhante (93% vs 92%). No entanto, a incontinência urinária autorreferida foi pior no primeiro ano com RT precoce, estenoses uretrais de grau 3 ou 4 foram mais comuns com RT adjuvante (6% vs 4%) e maior toxicidade geniturinária foi menor com RT de resgate (54% vs 70%). Além disso, duas vezes mais homens no grupo de RT adjuvante relataram eventos geniturinários tardios (59 % 22 %) e as taxas de disfunção erétil tardia maiores (28% vs 8%). CONCLUSÃO: Portanto, a RT precoce evita complicações de radiação naqueles que nunca precisarão de tratamento adicional, particularmente porque a RT adjuvante parece afetar adversamente a continência urinária. Ainda não está claro se existem grupos específicos de alto risco que podem ter um melhor resultado com RT adjuvante devido ao risco de progressão precoce da doença.

Palavras Chave

câncer de próstata; prostatectomia radical; doença localmente avançada; radioterapia precoce; radioterapia adjuvante

Área

Câncer de Próstata Metastático

Instituições

Universidade do Oeste de Santa Catarina - Santa Catarina - Brasil

Autores

JACKSON RIBEIRO FERNANDES, JAMILE ROSSET MOCELLIN, ANTONIO EUCLIDES PEREIRA DE SOUZA JUNIOR