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Dados do Trabalho


Título

Importância da Imunoterapia no Tratamento do Câncer de Bexiga

Resumo

Introdução: O câncer de bexiga é o nono câncer mais frequente no mundo, sendo que o tipo histológico mais comum é o carcinoma urotelial. As manifestações clínicas vão desde assintomáticos a quadros com hematúria, disúria, polaciúria e dor pélvica. Aproximadamente 30% dos casos recém-diagnosticados se apresentam com doença localmente avançada ou metastática, com poucas chances de cura. No entanto, o maior acesso da população a métodos de diagnóstico por imagem tem aumentado o número de diagnósticos precoces, cujas taxas de cura são muito mais favoráveis. Além do tabagismo, a urina também tem um importante papel na carcinogênese da bexiga, agindo como um mecanismo de transporte para os carcinógenos. Sendo assim, é de extrema importância conhecer ainda mais sobre o tratamento dessa doença por meio da imunoterapia. Objetivos: Analisar as implicações da imunoterapia no tratamento de pacientes com câncer de bexiga, através dos resultados e experiências encontrados na literatura científica recente. Método: Trata-se de uma revisão descritiva e integrativa de literatura de artigos completos disponíveis na base de dados do Google Acadêmico. Resultados: A imunoterapia tem se destacado cada vez mais no tratamento de pacientes com carcinoma urotelial de bexiga. Esse tratamento consiste no uso de medicamentos para ajudar o sistema imunológico do paciente a reconhecer e destruir as células cancerígenas. Atualmente, encontra-se aprovado no Brasil o uso de pembrolizumab, nivolumabe, atezolizumabe ou durvalumabe como segunda linha de tratamento. No início de 2021 a ANVISA aprovou o uso do avelumabe, que, de acordo com um estudo realizado com 700 pacientes, foi observado que em pacientes que receberam o BAVENCIO® (avelumabe) a doença não progrediu após a quimioterapia de indução. Os efeitos adversos mais frequentes apresentados foram fadiga, prurido, infecção do trato urinário, diarréia e artralgia. O estudo também demonstrou ganhos de sobrevida média de 7 meses ou cerca de 13% em 1 ano, o que é bastante relevante neste cenário. Conclusão: Os resultados apontam que, apesar dos possíveis efeitos colaterais do tratamento, a manutenção com imunoterapia após tratamento com quimioterapia pode beneficiar os pacientes com câncer urotelial. Apesar do avanço importante, ainda assim é essencial identificar de maneira mais precisa quais pacientes irão usufruir de maior benefício desse tratamento, a fim de possibilitar uma melhora significativa na sobrevida global dos pacientes.

Palavras Chave

Bexiga, Câncer, Imunoterapia

Área

Câncer Bexiga

Instituições

Centro Universitário de Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil

Autores

LETÍCIA FREITAS DE CASTRO SILVA, ELISA PINHEIRO WEBER