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Dados do Trabalho


Título

EFEITOS COLATERAIS DA INSTALAÇAO INTRAVESICAL DE BACILO DE CALMETTE-GUERIN (BCG) PARA CANCER DE BEXIGA: UMA REVISAO DE LITERATURA

Resumo

Introdução: A aplicação de Bacillus Calmette-Guerin (BCG) para o tratamento clínico mais eficaz do carcinoma de bexiga não músculo invasivo de alto grau foi uma das primeiras imunoterapias contra o câncer. Essa conduta ativa o sistema imunológico e reduz a recorrência da doença com poucos efeitos colaterais. No entanto, complicações graves podem ocorrer e os profissionais de saúde precisam conhecer esses efeitos adversos para melhor manejá-los. Objetivo: Identificar na literatura atual as principais evidências em relação aos efeitos adversos da administração de BCG intravesical no tratamento de câncer de bexiga. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura, realizada em fevereiro de 2022, de estudos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis na base de dados PubMed, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Urinary Bladder Neoplasms”, “BCG” e “Adverse Reactions”. Encontrou-se 32 artigos, sendo selecionados 13 artigos que mais se adequaram com o objetivo do presente estudo. Resultados: O tratamento para câncer de bexiga não músculo invasivo avançado utilizando a instilação intravesical de BCG causa pouco efeitos adversos. Contudo, é possível observar alguns casos de infecções micobacterianas ou reações imunológicas sistêmicas. A infecção por BCG pode ser localizada ou sistêmica e o diagnóstico é sugerido por mais de 3 dias de febre alta e sintomas sistêmicos e/ou locais em paciente submetido à instilação de BCG para câncer de bexiga. Esses sintomas inespecíficos torna o diagnóstico dessas complicações um desafio. Além disso, as infecções são difíceis de detectar com os diagnósticos atuais, ou seja, culturas bacterianas, PCR e imagens radiológicas. Já foram identificados pacientes que após esse tratamento desenvolveram pneumonia, artrite e cistite por BCG, contraturas vesicais, prostatite granulomatosa, epididimite, orquite, além das reações sistêmicas graves. Essa infecção deve ser considerada mesmo que o paciente tenha sido tratado há meses ou anos. Conclusão: O quadro especulativo atual, e as evidências epidemiológicas, carregam que a instalação de BCG intravesical trás poucos efeitos colaterais. Porém, é possível que ocorra infecções localizadas e sistêmicas por essa micobactéria. Essa complicação apresenta uma clínica heterogonia e de difícil diagnóstico. Sendo assim, observa-se a necessidade constante de estudos a respeito da forma de identificação e melhor manejo baseado em evidências desses eventos adversos.

Palavras Chave

Urinary Bladder Neoplasms; BCG; Adverse Reactions

Área

Complicações do tratamento oncológico

Instituições

Hospital de Câncer de Pernambuco - Pernambuco - Brasil, Núcleo de Ciências da Vida/UFPE - Pernambuco - Brasil

Autores

MARCOS ADONYS FERREIRA SILVA, JOÃO LUCAS OLIVEIRA SILVA