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Dados do Trabalho


Título

ANALISE DOS PACIENTES SUBMETIDOS A CISTECTOMIA RADICAL EM SERVIÇO DE UROLOGIA DE HOSPITAL TERCIARIO

Resumo

INTRODUÇÃO: Conhecer o perfil dos pacientes tratados para Câncer de Bexiga, sua proposta terapêutica e os desfechos alcançados durante o seguimento é de suma importância epidemiológica, bem como para aperfeiçoamento do atendimento. A escolha da derivação urinária passou a ser padronizada em nosso serviço desde agosto de 2020. O presente trabalho se propõe a avaliar desfechos oncológicos dos pacientes submetidos a cistectomia e a comparar os períodos prévios e posteriores à padronização das derivações urinárias e os períodos pré-pandêmico e pandêmico. METODOLOGIA: Estudo de Coorte Retrospectivo abrangendo pacientes submetidos a cistectomia radical entre Maio de 2016 e Agosto de 2021. Para ser incluído no trabalho, o paciente deve ter sido diagnosticado, operado e seguido no serviço. Os dados foram levantados a partir de prontuários eletrônicos e digitais, após obtenção do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram realizadas análises estatísticas. RESULTADOS: Notou-se maior frequência de pacientes do sexo masculino (83,3%) e o Carcinoma Urotelial de Alto Grau como o tipo histológico mais comum (69,4%). Apenas 8,3% dos pacientes foram submetidos a quimioterapia neoadjuvante, porém todos apresentaram downstaging em relação ao estadiamento pré-operatório. Foi realizada ureteroileostomia a Bricker em 61,1%, seguida pela Ureterostomia Cutânea em 33,3% dos pacientes e Neobexiga Ortotópica em 5,6%. Houve necessidade de reabordagens em 25% dos pacientes submetidos a Ureterostomia, que apresentaram complicações em 81,8% dos casos e 45,5% de óbitos. Houve diferença entre a quantidade de recidivas, presentes em 37,5% dos pacientes submetidos a cirurgia aberta, porém ausente em pacientes operados por laparoscopia. O número de óbitos também foi reduzido nos pacientes operados por videocirurgia, com 8,3% dos casos, contra 70,8% no grupo da cirurgia aberta. A padronização da escolha da derivação urinária reduziu as taxas de complicações. DISCUSSÃO: A maior taxa de complicações nos pacientes de Ureterostomia deve se explicar pelo estado mais fragilizado desses pacientes, seja por doença mais avançada ou comorbidades. O tempo de internação após a Cistectomia mostrou-se substancialmente menor com a abordagem laparoscópica em comparação com cirurgia aberta. A comparação com o período da pandemia e pré-pandemia mostrou estadiamentos similares e menores taxas de complicações perioperatórias (provavelmente por conta da padronização da derivação urinária).

Palavras Chave

CÂNCER DE BEXIGA; CISTECTOMIA RADICAL; DERIVAÇÃO URINÁRIA

Área

Câncer de bexiga

Instituições

Hospital Geral de Fortaleza - Ceará - Brasil

Autores

FRANCISCO EUGÊNIO DE VASCONCELOS FILHO, MARCOS FLÁVIO HOLANDA ROCHA, TADEU JOSÉ FONTENELE LEITE CAMPOS, MANUELA GOMES DA COSTA CAXILÉ, LUCAS DE OLIVEIRA LIMA, FRANCISCO SOARES VELOSO NETO, FRANCISCO CAIO MILFONT QUENTAL, PABLO AUGUSTO COELHO COSTA, DAVI DE ALMEIDA DIAS, EMANUEL CARNEIRO DE VASCONCELOS