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Dados do Trabalho


Título

POS PROCESSAMENTO AVANÇADO NA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA MULTISLICE PARA PROGRAMAÇAO CIRURGICA DE NEFRECTOMIA PARCIAL.

Resumo

A nefrectomia parcial aberta ou laparoscópica é cada vez mais utilizada no tratamento das neoplasias renais. O sucesso desta abordagem cirúrgica está intimamente ligado à capacidade do cirurgião conhecer previamente eventuais variações anatômicas vasculares, além da relação exata do tumor com as estruturas adjacentes como o seio renal, o sistema coletor e os próprios vasos do hilo renal.
A Tomografia Computadorizada Multislice com cortes de espessura inferior a 1 mm permite a realização de reformatações multiplanares, curvas, de projeção máxima de intensidade e renderização de volume que fornecem com precisão todos os detalhes para planejamento da nefrectomia parcial. Estes exames quando pós-processados em estações de trabalho por urorradiologistas experientes, trazem diversos benefícios como redução no tempo de cirurgia, de sangramento, além de maior segurança nas margens cirúrgicas.
Temos o objetivo de descrever as vantagens e desvantagens de cada técnica de maneira que o urologista entenda em qual situação cada uma delas pode ser utilizada e seus principais benefícios para a programação cirúrgica de nefrectomia parcial com maior precisão.
Após a revisão da literatura, apresentamos exemplos de neoplasias renais de diversas localizações. A técnica de reformatação multiplanar mostra de maneira precisa a profundidade da lesão e sua relação com as estruturas do seio renal, além dos órgãos adjacentes. A reformatação curva mostra o trajeto tortuoso de vasos e do ureter em um único plano. A projeção de intensidade máxima tem a vantagem de mostrar de forma panorâmica as estruturas vasculares arteriais, venosas, bem como as lesões neoplásicas hipervasculares, de maneira similar aos estudos de angiografia digital com subtração óssea. Já a técnica de renderização de volume é a mais complexa de todas, pois é possível atribuir diferentes opacidades e cores para cada tecido que tenha uma densidade diferente, como artéria, veia, parênquima renal, sistema coletor e o próprio tumor. A renderização de volume permite que o cirurgião visualize antecipadamente toda a complexidade anatômica do campo cirúrgico, logo, por ser uma reconstrução tridimensional colorida, as diversas estruturas de interesse podem ser colocadas simulando o campo de visão de acordo com a posição do acesso escolhido.

Palavras Chave

Neoplasias renais, Nefrectomia parcial, Reformatações multiplanares.

Área

Câncer de rim

Instituições

PRÓTON DIAGNÓSTICOS-FUNDAÇÃO CENTRO MÉDICO CAMPINAS - São Paulo - Brasil

Autores

MARIANA LUI MIGUEL, ALEXANDRE PERONI BORGES, EDUARDO MIQUELINO DE OLIVEIRA JUNIOR, CAROLINA FEY GONÇALVES